sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O povo do Pelô não está mais para demagogias...

Aurora Vasconcelos


Embora incipiente, o movimento popular pela recuperação do Centro Histórico de Salvador é um exemplo de manifestação cidadã, que se desejaria fosse apenas um, de inúmeros outros, a tomar corpo no país. São movimentos como esses que podem transformar o Brasil num lugar onde a democracia seja exercida pelo povo, senhor de direito e de fato dos rumos a serem trilhados por um país rico, cuja riqueza não chega a seu povo, parando pelo caminho e nos bolsos de políticos e empresários corruptos.
Nesta quinta-feira, num auditório lotado, comerciantes e moradores do pelourinho se reuniram à noite para discutir os problemas do Centro Histórico, cuja deterioração nos úlitmos anos tem afastado os turistas e principalmente a gente da terra, assustada com o abandono e com a proliferação e de mendigos, sacizeiros e menores delinquentes viciados em crack e outros tyipos de drogas que praticam pequenos furtos, assaltos, intimidando uma boa parte de frequentadores do local.
A reunião, coordenada por Clarindo Silva, dono da Cantina da Lua, conto u com a participação de representantes de órgãos públicos e instituições. A Secretaria de Turismo mandou representante, assim como a prefeitura, o Conselho Tutelar, a Polícia Militar, ONGs e outros.
As queixas são as mesmas que já vem sendo feitas há algum tempo, mas que agora ganharam mais visibilidade devido ao apoio da imprensa e ao apoio popular recebido pelo movimento SOS Pelourinho durante o desfile do Dois de Julho. O goerno do Estado e a prefeitura pormetem recuperar o Centro Histórico ainda esse ano. A decisão veio tarde e é melhor que isso realmente aconteça logo, antes que se torne impraticável. Durante a reunião, alguém lembrou que o ex- presidente Lula, prometera o ano passado durante um comício na Praça Castro Alves, a recuperação do maior conjunto arquitetônico do período colonial da América Latina, tendo salientado ironicamente que não seria uma recuperação de “fachada”.
O povo de Salvador, e principalmente aqueles que ganham o seu pão no Centro Histórico, aguardam ansiosamente que a promessa seja cumprida. Se o Pelourinho tivesse tido a devida manutenção e os investimentos necessários por parte da prefeitura e governo do Estado não teria chegado à situação de quase falência em que está hoje, e que já provocou o fechamento de várias casas comerciais comprometendo a sobrevivência dos comerciantes e ambulantes locais. Sem querer ser clichê, a luta vai continuar e que não se pense que as pessoas vão aceitar caladas demagogias e falsas promessas. Afinal, o Pelourinho é um caso sério e ninguém tá mais pra brincadeiras...



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