Patrimônio cultural da humanidade, o Pelourinho encontra-se em estado de abandono, dominado pelo tráfico e uso de drogas, prostituição, crianças em situação de risco, vendedores ambulantes, pedintes e flanelinhas, que assediam e afastam os turistas, causando prejuízos aos lojistas e aos profissionais de turismo que atuam na área, e gerando insegurança para os moradores. Essa foi a situação apresentada ao procurador-geral de Justiça em exercício, José Gomes Brito, em audiência solicitada por moradores, comerciantes e guias de turismo da região. O deputado estadual Capitão Tadeu participou da reunião, que aconteceu no Gabinete do PGJ, na sede do Ministério Público, em Nazaré. Na oportunidade, Gomes Brito recebeu um relatório da audiência pública realizada no último dia 10 de junho, na qual foram debatidos os problemas do Centro Histórico de Salvador, e comprometeu-se a estudar a situação e ver no que compete ao Ministério Público atuar. Também participou da reunião o promotor de Justiça Antônio Ferreira Leal, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Cíveis, de Fundações e Eleitorais (Caocife), que está atuando em substituição no Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac) do MP. Crédito: Ascom |
Foto: Labfoto / Facom-Ufba
Moradores do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, entregaram um relatório ao procurador-geral de Justiça em exercício, José Gomes Brito, nesta quarta-feira (13), no qual apontam a situação de abandono pela qual passa o local.
No documento, protocolado no Ministério Público durante audiência na sede da promotoria, no bairro de Nazaré, a comunidade relata situações como tráfico e uso de drogas, prostituição, crianças em situação de risco, assédio a turistas e moradores por pedintes e flanelinhas, entre outros. Segundo os moradores, tudo isso além de causar prejuízo aos lojistas e aos profissionais de turismo que atuam na área, gera insegurança na população. Gomes Brito comprometeu-se em estudar a situação e ver no que compete ao MP atuar.
EXCLUSIVO: estudo acende luz vermelha para hotelaria baiana pós Copa
Por Sara Barnuevo
Investir em empreendimentos hoteleiros pode não ser um bom negócio na Bahia. Um estudo da Hotel Invest, uma das mais importantes empresas de consultoria na área, mostra que o número de hotéis a ser erguido na capital baiana de olho na Copa do Mundo pode trazer problemas para o setor após 2014.
De acordo com a Hotel Invest, com a construção de mais nove unidades hoteleiras, que vão incrementar em 2,5 mil o número de leitos na cidade, a taxa média de ocupação pós Copa deve ficar abaixo dos 64%. Isso porque a oferta de leitos representará 1/3 do volume atual, isto é, um aumento de 10% ao ano, enquanto a demanda de turistas na cidade cresce abaixo dos 5%.
Das 12 cidades sedes da Copa, o estudo mostra que apenas Salvador e Manaus tem o sinal vermelho aceso. Nas outras sedes, a taxa de ocupação deve ficar em torno dos 80%. O alerta é direcionado principalmente a empreendimentos voltados para investidores individuais. Para esses produtos, o estudo calcula que a rentabilidade mensal será menor até que o da poupança. Além do excesso de oferta, mais dois fatores puxam o mercado de Salvador para baixo: O Litoral Norte, que, com a queda do dólar e a fuga dos turistas estrangeiros, passou a disputar o turista que vem a Salvador, e a degradação visível da cidade.
O presidente da ABIH-BA, Manolo Garrido, se mostra preocupado com o estudo da Hotel Invest. Para ele, a taxa de ocupação ideal para Salvador é de 70%. A situação, frisa, poderia ser contornada se a cidade reagisse. Isto é, se os problemas que envolvem Salvador, como o abandono do Pelourinho, a falta de segurança, a favelização das praias e a invasão de usuários de crack em áreas turísticas como a Barra, fossem resolvidos. A mudança do comando da Secretaria de Segurança pode ser sinal de novos tempos, diz.
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